Lista de Tópicos

 

A imaginação e a construção do conhecimento

 

Introdução

0 uso da imaginação na aprendizagem tem sido desde sempre uma força pedagógica. Já na Antiguidade se usava a imaginação na aprendizagem. Por exemplo o método de "loci", descoberto por Simonides, foi usado por oradores e actores gregos com o objectivo de os ajudar a aprender e recordar ideias, bem como papeis teatrais. Eles associavam os objectos que existiam no lugar onde discursavam ou actuavam com aquilo que tinham de dizer. Platão, no entanto, comentou que quando as pessoas usavam a imaginação elas estavam a copiar percepções e pensamentos gravados na memória. Mas como é que a imaginação consegue ajudar as pessoas a lembrar ou absorver informação? 0 que é a imaginação? Qual será a melhor maneira de utilizar a imaginação na construção do conhecimento? São estas, entre outras, as perguntas que hoje se fazem quando se estuda a imaginação.

Modelos teóricos da imaginação

Nos últimos vinte anos alguns educadores verificaram que a imaginação poderia ser utilizada no ensino e treino de indivíduos. Piaget e Inhelder (1971) sugeriram que o desenvolvimento da imaginação na inteligência da criança se situava durante o período pré-operacional. Por exemplo quando uma criança leva a boca uma concha ela poderá estar a imaginar o acto de levar uma chávena a boca. Durante este período, segundo estes autores, a criança consegue lembrar-se de acções e cria simbolizações de coisas conhecidas. Este tipo de internalização ou imagem é a base do sistema esquemático em crianças. Estes esquemas são depois utilizados para compreensão de acontecimentos e cognições. No princípio os esquemas são bastante simples, tipo sensoriais. Muito semelhante aquilo que Bruner chama imaginação icónica. Por exemplo a criança compara objectos e acções novas a conhecimentos antigos. Quando as semelhanças não condizem, ela cria uma nova imagem, imitando a nova realidade. Isto é evidente em realidades sociais onde é desenvolvido o processo constante de assimilação e acomodação. No entanto para Piaget a imaginação de movimentos ou transformações só acontece mais tarde durante o período operacional.

No entanto Kosslyn (1980) propôs uma outra explicação. Ele sugeriu que a imaginação é composta de duas partes. Uma refere-se à activação de um 'medium' semelhante a uma matriz de células nervosas. Este 'medium' é activado quando uma pessoa imagina um acontecimento ou acção. A outra parte refere-se á acção da memória de longa duração que armazena não só informação quantitativa, mas também listas de factos em termos de simbolismos ou proposições. Esta informação proposicional permite que um indivíduo imagine objectos ou actos de uma maneira diferente daquela que já sabe.

Destas duas teorias pode-se concluir que a imaginação tem a sua origem em duas fontes. Uma interna, também chamada informação implícita e uma outra vinda do exterior, informação explícita.

Uma das grandes diferenças entre a teoria de Kosslyn e a teoria sugerida por Piaget é que para este último a imaginação não sugere um desenvolvimento estrutural específico em relação à informação explicita mas sim de estruturas lógicas. No entanto o desenvolvimento de conhecimento não é só derivado de organização e desenvolvimento de lógica. Por exemplo Erikson (1985), indica que as ideias e as imagens que desenvolvemos na nossa memória são o resultado de experiências que recebemos de percepções obtidas através dos nossos cinco sentidos. Piaget (1952), quando sugere que actividades motoro-sensoriais são importantes para o desenvolvimento de crianças, parece que se está a referir a desenvolvimento de pensamentos imágicos. Isto pode-se confirmar quando ele afirma que as crianças no período pré-operational não podem demonstrar actividades imaginativas de movimentos ou transformações, porque este tipo de imaginação requer conhecimentos de seriação e conservação. Por exemplo, quando rodamos um objecto de uma posição para outra, a criança ainda não consegue imaginar as diversas posições intermédias. Portanto, para Piaget, as crianças neste período ainda não tem a capacidade para imaginar de uma forma lógica. Mas investigações por Marmor (1975, 1977), conseguiram demonstrar que mesmo crianças de 4 anos - período pré-operacional - conseguem distinguir um panda em posição normal de um em posição invertida. Nestas experiências o autor utilizou o método experimental usado por Shepard e Metzier (1971) no qual os participantes têm que indicar, o mais rapidamente possível, se um objecto estímulo está numa posição semelhante ou invertida em relação a um objecto padrão.

Mais recentemente Dean, Scherzer e Chabaud (1986), confirmaram os resultados obtidos por Marmor, ao demonstrar que crianças de 5 anos de idade conseguiram distinguir se um estímulo, desta vez o "Mickey Mouse", estava numa posição semelhante ou diferente em relação a uma posição original.

Numa outra investigação realizada por Davis e Hathaway (1986), crianças com idades entre 3 1/2 e 5 1/2 ouviam uma história de acordo com cinco situações experimentais: numa o professor lia somente a história; noutra, a história era lida duas vezes; na terceira mostrava-se bonecos enquanto a historia estava a ser lida; na quarta o professor representava a história com bonecos ao mesmo tempo que lia a história; na última condição a história era lida sendo os bonecos manipulados ao mesmo tempo pelas crianças. Os resultados mostraram que as crianças do quarto e quinto grupos conseguiam lembrar-se da história mais facilmente, não só quando as perguntas acerca da história eram colocadas imediatamente mas também passado um certo período de tempo. Os autores atribuíram este aumento de re-evocaçâo da história, ao facto de que estes dois grupos de crianças desenvolveram uma imaginação interactiva baseada numa mistura de diversas modalidades sensoriais. Portanto aumentaram não só a memória de conhecimento, mas também do processamento de construção inferencial.

Em contraste para Kosslyn (1950), a imaginação está directamente relacionada com a maneira como a matriz celular é organizada em relação aquilo que o observador esteve ou esta a viver. Para este autor o que é importante, é a informação implícita que as matrizes celulares constroem durante as experiências da vida de cada pessoa. Isto implica que a familiaridade e imaginação de objectos, actos ou acções é dependente destas matrizes celulares que cada indivíduo desenvolveu ou esta a desenvolver através de contactos obtidos com estímulos externos.

Esta ideia de matrizes celulares tem a sua origem na descoberta realizada por Lettvin, Maturana, McCulloch e Pitts (1959), assim como a de Hubel e Wiesel (1962), que células nervosas em certas partes no cérebro respondem especificamente a estímulos visuais externos que contêm certas orientações de linhas e ângulos.

Recentemente Ellis e Hunt (1993), confirmaram a ideia em cima proposta ao descobriram que quando um macaco olha para a sua mão, uma parte do corpo bastante familiar para o animal, o seu cérebro activa uma matriz celular que responde especificamente a esse estímulo visual. Portanto esta descoberta pode justificar porque é que as crianças, durante a experiência de Marmor, conseguiram reconhecer se o estímulo, o panda, estava direito ou invertido. O panda, sendo um objecto familiar para estas crianças, era fácil de reconhecer a sua posição, devido ao facto de que elas já tinham desenvolvido, através do constante brincar com o objecto, uma matriz celular no cérebro e por isso não tiveram muita dificuldade em reconhecer se o objecto estava numa posição direita ou invertida.

Esta proposta é evidenciada também por uma experiência implementada por Kail, Pellegrino e Carter (1980), aonde tentaram descobrir a rapidez com que participantes imaginam a rotação de formas e caracteres tipográficos, quando estes fazem o teste espacial de Thurstone. Os autores concluíram que os participantes nesta experiência levaram menos tempo a girar objectos familiares do que não familiares. Estes autores explicam este resultado dizendo que os sujeitos levam menos tempo a cumprir esta tarefa com objectos familiares devido à utilização de um conceito de familiaridade acumulado na memória de longa duração. Quando os objectos não eram familiares as pessoas levavam mais tempo porque precisavam de codificar e conservar o estímulo que estavam a imaginar na memória de curta duração e depois compará-lo com informação acumulada na memória de longa duração.

É de salientar também uma outra experiência realizada por Rosser, Ensing, Glider e Lane (1984), com crianças entre 4 e 5 anos numa tarefa de reconhecimento de objectos com imaginação. Os resultados deste projecto indicaram que estas conseguiam distinguir se um objecto apresentado pelos investigadores tinha uma forma semelhante a um circulo somente com dois dados orientacionais. Esta conclusão pode indicar também que a identificação de objectos se faz através de células nervosas activadas durante imaginações como foi acima sugerido por Lettvin et al e Hubel & Wiesel.

Numa investigação mais recente Kosslyn, Alpert, Tompson, Maljkovic, Weise, Chabis, Hamilton, Rauch e Buonanno (1993) utilizaram o fluxo de sangue cerebral durante actividade mental para medir a imaginação de diversos tamanhos de caracteres tipográficos. Eles descobriram que o fluxo de sangue era diferente em diversas partes cerebrais. Isto confirma, a nível fisiológico, a ideia de que quando uma pessoa imagina um acontecimento ou um acto, a matriz cerebral é activada especificamente para cada estímulo

Deste conjunto investigações pode-se concluir que a imaginação poderá ter uma função muito importante na construção do conhecimento. Não só a nível cognitivo mas também no desenvolvimento cerebral de cada pessoa.

Influência da imaginação no conhecimento

0 ser humano talvez seja o único animal que usa a imaginação como um meio para gravar na sua mente factos e acções. Quando uma criança aponta para um gato e diz *cão* ela, naquele momento, pode estar a lembrar-se de um animal com quatro patas que já viu anteriormente e que o adulto com que ela estava naquela altura nomeou o animal como sendo um cão. Para ela qualquer animal com aquela estrutura é uma realidade e tem o nome 'cão'.

Como foi proposto por Kosslyn (1980) em cima a imaginação que a criança faz de um estímulo que vê activa na cabeça dela a matriz cerebral desse objecto ou acção. Portanto, neste caso a criança ao dizer que um gato é um cão activa a matriz celular que ela desenvolveu para nomear animais pequenos com quatro patas como sendo cães. A matriz celular dela ainda não é suficientemente desenvolvida, ou então ainda não esta ligada a outras matrizes que sabem de outros conhecimentos, que podem fornecer a esta criança a compreensão de que existem vários animais com estruturas semelhantes mas de espécie diferentes.

Quantas vezes ouvem-se pais a se queixarem que os seus filhos são muito teimosos ou que é muito difícil tirar-lhes uma ideia da cabeça. Donalson (1976) explicou que numa situação onde é necessário uma compreensão normal, pode-se utilizar conhecimento do mundo à nossa volta, mas quando é necessário pensar logicamente, é preciso uma compreensão analítica que requer formação de suposições. Em relação a crianças, Scribner (1977), concluiu que elas eram bastante influenciadas pelo conhecimento obtido por experiência. Portanto, será mais difícil para elas modificarem o seu conhecimento que já desenvolveram. Mas se modificar-mos as condições e propuser-mos situações de fantasia, ou situações de jogo fictício, como foi sugerido por Hawkins, Pea, Glick e Scribner (1984), estas crianças conseguem modificar o seu raciocínio analítico e modificar aquilo que já sabem.

Numa experiência feita por Dias e Harris (1990) crianças, com idades entre os 4 e 5 1/2, tinham que imaginar situações diferentes do habitual. Porcos que voavam, gatos que ladravam, passarinhos que nadavam, neve que era preta, gelo que era quente, e outras situações semelhantes. 0 grupo experimental, que imaginava, subdividiu-se em dois grupos: um que imaginava este tipo de coisas num outro planeta, e um outro que imaginava só as sugestões. Os resultados deste grupo eram avaliados em relação com um outro grupo onde não era utilizado o uso da imaginação. Os autores concluíram que o grupo de crianças que usou a imaginação, consegui modificar o conhecimento que elas tinham perante construções lógicas. A conclusão que Dias e Harris chegaram foi que as crianças nesta experiência conseguiram modificar a sua maneira de pensar porque utilizaram um dos dois tipos de pensamentos que uma pessoa usa quando quer modificar preconceitos empiricistas: um é o uso de pensamentos fictícios, como o brincar ao ' faz-de-conta' que se desenvolve por volta dos 18 a 24 meses de idade; o outro é o uso de pensamentos contra-factos que segundo eles surge por volta dos 4 anos. Este tipo de pensamento requer que a criança ponha o seu conhecimento de parte e imagine como a realidade podia ser feita se as condições da situação fossem outras.

Uma outra área onde a imaginação tem também um papel importante é na aprendizagem de línguas e no modo de falar ou escrever. Varias experiências demonstraram que o exercício da imaginação durante a brincadeira imaginativa tem resultado no aumento de verbalização de histórias (Saitz e Johnson, 1974), na complexidade de escrita (Marshall e Hahn, 1967), na quantia e qualidade de comunicação verbal (Jurkovic, 1978) e vocabulário (Lovinger, 1974).

Um outro exemple é o uso de imaginação ortográfica como um sistema representativo para acumulação de sons de elocução na memória. Por exemplo, na aprendizagem de línguas estrangeiras há uma diferença entre o falar e escrever uma língua. Quantas vezes uma pessoa chega a um país estrangeiro convencido de que sabe falar bem a língua e descobre que as pessoas desse país tem grande dificuldade em a perceber.

Ehri (1978), propôs uma teoria, onde explica que quando as crianças aprendem a ler, já têm uma grande competência em falar. Mas como é que um professor pode usar esse conhecimento falado quando estas crianças estão a aprender a ler?

A palavra é a base de qualquer língua escrita. Cada palavra é composta de três identidades: a fonologia para sons, a sintáctica para funções gramaticais e a ortográfica e todas elas pode memorizarem-se usando a imaginação. A aprendizagem da palavra só é feita quando estas três identidades são fundidas. Ehri e Wilce, (1979), concluirão que a ortografia de uma palavra ajuda muito na memorização dessa palavra, particularmente quando as crianças imaginavam essas palavras ao mesmo tempo que as pronunciavam.

A imaginação pode também ser usada na aprendizagem de operações e estimações matemáticas. Normalmente o método de 'rota' é aquele que todos os professores usam no ensino de matemática. No entanto quando se pergunta a estudantes para explicar o método que usaram para fazer as operações ou problemas, muitos deles afirmam que as imaginaram.

Num estudo feito por Forrester, Latham e Shire (1990) crianças, entre os 5.5 e 8.5 anos de idade, tinham que estimar distâncias de saltos, de passos e de comprimentos do corpos, áreas de um rectângulo e de um triângulo bem como o volume de um cubo. Estes autores concluíram que 60% das crianças com idades superiores a 8 anos usaram estratégias imaginativas durante a execução desta experiência.

Outra área onde a imaginação pode também ser utilizada é na aprendizagem de um desporto. Desde os anos 70 que a imaginação tem sido usada neste campo. Hoje em dia é raro o atleta que não faça ou use a imaginação no desempenho da sua actividade. Desde o xadrez até ao ténis, passando pelo futebol, basquetebol, andebol ou o ténis de mesa, a imaginação pode trazer vantagens em relação ao treino normal como por exemplo na aprendizagem de movimentos. Uma investigação por Alvoeiro e Sewell (1991), com jogadores de ténis de mesa verificou-se que os jovens participantes eram capazes de corrigir, aprender e ser mais consistentes nos seus golpes de raqueta quando faziam uso da imaginação durante a aprendizagem dos movimentos e treino. No entanto isto não quer dizer que o uso da imaginação é um substituto para o treino físico. É a combinação de actividade física com a imaginação que ajuda o atleta a realizar o movimento de uma maneira mais perfeita e consistente.

Mas o processo de aprendizagem não acaba quando se sai da escola ou universidade. Durante a vida adulta a imaginação pode também ser usada no desempenho de uma profissão. Por exemplo, os médicos podem imaginar a posição dos órgãos quando estão a observar um patiente. 0 arquitecto, pode usar a imaginação para inventar uma nova arquitectura para construir prédios ou casas. Os arqueólogos, muitas vezes reconstruem mentalmente estruturas antigas de objectos encontrados nos lugares de pesquisa. Compositores, podem usar a imaginação para compor música, sendo Beethoven o caso mais famoso. Finke (1986), relatou um caso de uma pessoa que após ter ficado cego continuou a pintar usando a imaginação visual.

A imaginação pode ser usada mesmo quando uma pessoa chega a uma idade avançada. 0 envelhecimento está associado a doenças muito debilitantes. Por exemplo a descalcificação dos ossos obriga à sua substituição por próteses. Nestas idades a reabilitação de doenças ou correcções da marcha requerem muito tempo e incorre muitas despesas. Numa investigação feita por Alvoeiro (1993), com pacientes submetidos a transplantes de joelhos por próteses verificou-se que a correcção da marcha por meio do uso da imaginação era mais eficaz e levava menos tempo a ser aprendida. Por seu turno Carr e Shepherd (1987), comentaram que durante o programa de reeducação de pacientes após apoplexia a imaginação de movimentos era bastante importante especialmente em pacientes que ainda não conseguiam fazer actividades musculares. Estes autores sugerem ainda que os pacientes devem imaginar os movimentos na sua totalidade devendo evitar movimentos incorrectos.

Conclusão

Como dissemos a imaginação na construção do conhecimento humano tem sido estudada ao longo de muitos anos. Mas para Wilhelm Wundt, fundador do primeiro laboratório de psicologia, a imaginação foi talvez a mais importante sendo um dos primeiros tópicos que ele investigou. No entanto em 1913 Watson comentou que a imaginação e outros acontecimentos mentais que não podiam ser observáveis não eram assuntos que se podiam investigar cientificamente dentro da psicologia. Desde essa data investigações na imaginação e na introspecção desapareceram quase por completo. Contudo na Europa o estudo da imaginação continuou, com pessoas como o Bartlett (1932) e com Piaget.

Como a psicologia comportamental de Watson não conseguia explicar como as pessoas representam mentalmente o mundo externo, o interesse pelo estudo da imaginação voltou a interessar os cientistas. Miller, Galanter, e Pribram (1960), manifestaram este interesse com a publicação de um livro de psicologia cognitiva, onde foram abordados algumas questões relacionadas com a imaginação, assim como o livro de Alan Richardson em 1969.

Em síntese podemos dizer que o estudo, a exploração e o uso da imaginação no ser humano ainda é jovem, mas com tecnologias, como o da Tomografia de Emissâo Positrónica, a Análise do Fluxo Sanguíneo Local ou a Análise de Resonância Magnética, investigação na imaginação poderá trazer grandes revelações acerca de como funciona o ser humano. A utilização da imaginação como uma ferramenta na vida de cada pessoa poderá começar na infância, mas a sua explicação, assim como a sua análise prevê-se ser tão complexa como o estudo do cérebro humano tem sido até hoje.

Bibliografia

Alvoeiro, J.H.C. da S. & Sewell, D.F. (1991). The use of active guided mental imagery in table tennis. Journal of Sports Science, vol. 9(4), 436-437.

Alvoeiro, J.H.C. da S. (1993). The use of active guided mental imagery in the rehabilitation process after total knee arthroplastry surgery. No prelo.

Bartlett, F.C. (1932). Remembering. Cambridge: Cambridge University Press.

Carr, J.H. & Shepherd, R.B. (1987). A Motor Relearning Programme for Stroke. 2nd ed. London: William Heinemann Medical.

Davis, A.J. & Hathaway, B.K. (1986). The effects of Visual, verbal and motor elaborations on preschool children's recall and comprehension of prose. Reading Psychology:An Interactive Quarterly, vol.7,231-248.

Dean, A.L, Scherzer, E., & Chabaud, S. (1986). Sequential ordering in children's representations of rotation movements. Journal of Experimental Child Psychology, vol.42, 99-114.

Dias, M.G. & Harris, P.L (1990). The influence of the imagination on reasoning by young children. British Journal of Developmental Psychology, vol. 8, 305-318.

Donalson, M. (1976). Children's Minds. London: Fontana.

Ehri, L.C. (1978). Beginning reading from a psycholinguistic perspective: Amalgamation of word identities. Em Murrey, F.B. (Ed) The Development of the Reading Process (International Reading Association Monograph No. 3). Newark: International Reading Association.

Ehri, L.C. & Wilce, L.S. (1979). The mnemonic value of ortography among beginning readers. Journal of Educational Psychology, vol. 71 (1 ), 26-40.

Elus, H.C. & Hunt, R.R. (1993). Fundarnentals of Cognitive Psychology. Fifth Edition. New York: Wm. C. Brown Communications, Inc.

Erikson, J.M. (1985). Vital senses: sources of life long learning. Journal of Education, vol. 167(3), 85-96.

Fink, R.A. (1986). Mental imagery and the Visual System. Scientific American, vol. 258, 88-95.

Forrester, M.A., Latham, J. & Shire, B. (1990). Exploring estimation in young primary school children. Educational Psychology, vol. 10(4), 283-300.

Hawkins, J. Pea, R.D., Glick, J. & Scribner, S. (1984). Merds that laugh dont like mushrooms: Evidence for deductive reasoning by preschoolers. Developrnental Psychology, vol. 20,584-594.

Hubel, D.H. & Wiesel, T.N. (1962). Receptive fields, binocular interaction, and functional architecture in the cats Visual cortex. Journal of Physiology, vol. 160, 106-154.

Jurkovic, G. (1978). Relation of psycholinguistic development to imaginative play of disadvantaged preschool children. Psychology in Schools, vol. 15, 560-564.

Kail, R., Pellegrino, J. & Carter, P. (1980). Developmental changes in mental rotation. Journal of Experimental Child Psychology, vol.29, 102-116.

Kosslyn, S.M. (1980). Image and Mind. Cambridge, MA: Harvard University Press.

Kosslyn, S.M., Alpert, N.M., Thompson, W.L, Maukovic, V., Weise, S.B., Chabris, C.F., Hamilton, S.E., Rauch, S.L. & Buonanno, F.S. (1993). Visual mental imagery activates topographically organized visual cortex: PET investigations. Journal of Cognitive Neuroscience, vol5(3), 263-287.

Lettvin, J.Y., Maturana, H.R., McCulloch, W.S. & Pitts, W.H. (1959). What the frogs's eye tells the frog's brain. Proceedings of the IRE, vol.47, 1940-1951.

Lovinger, S. (1974). Socio-dramatic play and language development in preschool disadvantaged chiidren. Psychology in Schools, vol. 11, 313-320.

Marmor, G.S. (1975). Development of kinetic images: when does the child first represent movement in mental images? Cognitive Psychology, vol. 7, 548-559.

Marmor, G.S. (1977). Mental rotation and number conservation: are they related. Developmental Psychology, vol. 13, 320-325.

Marshall, H. & Hahn, S. (1967). Experimental modification of dramatic play. Journal of Personality and Social Psychology, vol. 5, 119-132.

Miller, G.A., Galanter, E. & Pribram, K. (1960). Plans and the Structure of Behavior. New York: Holt, Rinehart and Winston.

Piaget, J. (1952). The Origins of Intelligence in Children. New York: International University Press.

Piaget, J. & Inhelder, B. (1971). Mental Imagery in the Child. New York: Basic Books.

Richardson, A. (1969). Mental Imagery. New York: Springer.

Rosser, R.A., Ensing, S.S., Glider, P.J., & Lane, S. (1984). An information-processing analysis of children's accuracy in predicting the appearance of rotated stimuli. Child Development, vol. 55, 2204-2211.

Saltz, E., & Johnson, J. (1974). Training for thematic-fantasy play in culturally disadvantaged children: Preliminary results. Journal of Educational Psychology, vol. 66, 623-630.

Scribner, S. (1977). Modes of thinking and ways of speaking: Culture and logic reconsidered. Em Johnson, P.N. & Wason, P.C. (Eds), Thinking. New York: Cambridge University Press.

Shepard, R.N. & Metzler, J. (1971). Mental rotation of three-dimentional objects. Science, vol. 171,701-703.

Watson, J.B. (1913). Psychology as the behaviorist views it. Psychological Review, vol. 20, 158-177.

Lista de Tópicos